Grime Mognon

a violenta beat do agora-mundo jingada pelo intelectual dançarino.

NAiVE project.


Hoje, no dia 8 de novembro de 2009 nasce o 'Projeto NAiVE' / 'NAiVE Project'. Nasceu assim como gente mesmo. Depois de um longo período de gestação, ocorre no mundo mesmo essa erupção. Agora, como um rebento frágil beirando ainda o outro lado. Precisamos ter o carinho do amor e a vontade de defesa dos mamíferos - para justamente defender essa coisa que ainda é mais ideia do que carne. Para que não morra, precisamos do colosso puro do nossos corações e da mão firme para estancar o frio da vida fora do útero da ideia.



Num acordo cordial está combinado com Noah que ele será o gerente do projeto, que sua força de realização irá ser içada pela minha direção. Noah doará músculos e espaços na agenda para que o movimento de nossa 'operação no mundo' continue contemporânea e se torne firme, sustentada, risonha e que, em breve, aprenda a andar por apropriadas pernas próprias. Que o código de honra do samurai sustente a nossa nova jornada no mundo daquilo que é demasiado importante para importar.


November 08, 2009 | Permalink | Comments (0)

A síndrome da felicidade.


Há duas semanas atrás voltei de uma jornada que mudou a minha vida em vários sentidos. Minha realidade foi mudada daquela forma como as coisas realmente relevantes da vida nos modificam. Nada realmente abrupto aconteceu na pele do meu cotidiano, mas sim um movimento tectônico nas camadas mais profundas da minha individualidade. Daqueles movimentos sonolentos que se mexem como gigantes adormecidos, dos quais as primeiras trepidações podem ser sentidas apenas há alguns meses daqui.





O fato foi simples: visitei Paris por 8 dias e Veneza por 5 dias - fato esse mais do que comum à minha vida, mais uma viagem. Mas foi uma dessas viagens especiais. Aconteceu ao lado do meu mais-que-amigo: Marcelo Noah. Na verdade Noah é uma espécie de parceiro de alma e de trabalho; um ser pulsante que mora na mesma casa que eu (mesmo que eu não a habite fisicamente) e que me faz brotar palavras diretamente do meu senso artístico - um belo estímulo para alguém que se auto-intitula (e às vezes é intitulado por outros) como poeta.

Creio que não só a minha realidade que foi modificada mas também a do Noah. Não andamos por aí sendo os mesmos. De forma diferente, nossa genética foi modificada. Eu, talvez, mais pelo abalo sísmico interno; ele, talvez, pelo jorro do magma e do enígma da verdade literária que brotava das pedras que são mais do que aparentam.

Mas não falo muito sobre os acontecidos em Marcelo. Do lado dele, eu deixo em aberto para que ele mesmo se pronuncie. Apenas contribuo com uma imagem que revela um pouco do que poderia ser traduzido como uma tomada da síndrome de Stendhal sobre o corpo consciente do meu parceiro. Novas lentes que fazem a literatura ser verdade, ter estatura de eternidade.

Mas justamente pela viagem e pelo viajante me fazerem brotar palavras que eu estou redirecionando o sentido desse blog e da minha escrita por estes domínios. É chegado o fim da era dos pequenos "ensaios-meio-passo" que podemos encontrar abaixo neste scroll; o fim destes pensos onde analiso assim de forma poética e patética uma realidade quase que abstrata, tentando extrair algum sentido maior do jogo de palavras e do jogo de imagens dos fatos menores e médios da cultura global. A partir de hoje vou registrar de forma livre minhas experiências, principalmente ao lado deste meu parceiro e mais-que-amigo. Como nossa jornada está evoluindo? Quais as descobertas? Quais as novas propostas e novos questionamentos? Colocar aqui em campo aberto o inconcluso e aquilo que se conclui. Lançar em documentação digital a prática física e metafísica de nossos entrelaçamentos.

Do lado dele (Noah), espero que haja respostas à partir do seu blog e, talvez, do seu programa na rádio Ipanema (Teorema 94.9). Espero que, assim, comecemos a criar no mundo uma teia de nossos pensamentos e, também, uma teia de nossos movimentos. Espero transformar esse blog numa espécie de registro do nosso trabalho crítico e criativo. Trabalho esse que está na dimensão da soltura, desse sentimento leve e pesado sentido pelos adolescentes que compelidos a fazer alguma coisa relevante acabam por se apaixonar perdidamente por algo, criando em si a semente do sofrimento cultivada na terra voluptouosa do amor-verdade. Apaixonar-se é preciso. Sempre e novamente.


Sobre o movimento tectônico mencionado acima que ocorre agora no âmago do meu sou, falo: àqueles que acompanharão esse blog - e neles incluo principalmente eu (o leitor mais assíduo de mim mesmo) - será revelado pouco a pouco as dimensões desse despertar sísmico, as qualidades e, também, força deste movimento vertiginoso na escala Richter. Que disso brote uma Árvore de Verdade.


October 27, 2009 | Permalink | Comments (0)

O conteúdo da moldura.


555 KUBIK | facade projection | from urbanscreen on Vimeo.

Essa demonstração visual, assim como muitas outras que viemos acompanhando ao longo dos últimos anos, faz grande sentido! Pois anuncia um novo alvorecer da arte digital, que passa a preencher como líquido derramado o vaso-moldura dos espaços em branco criados pelas mais vastas gerações de artistas e arquitetos nas nossas últimas décadas de modernismo. O minimalismo criou o espaço, tornando a própria obra a moldura. Agora derramemos os conteúdos emotivos, sob a tela fria do branco-galeria.

Percebemos que o vasto movimento do minimalismo (ponta final do modernismo) é a recriação da moldura e não exatamente da obra de arte; é a busca pela forma desprovida de sentido mas, ainda assim, preenchida de valor. É, de fato, a busca por um estado-de-moldura. Visto que a moldura na arte tradicional da pintura exime-se do conteúdo, embora seja objeto determinante no valor mercantil da obra, mas principalmente no valor da obra enquanto obra. Justamente por ser o delimitador de onde o mundo termina e onde a obra de arte começa.

Mas o movimento minimalista é uma moldura do quê? Para quê?

Depois de décadas de expansão do minimalismo através da força do modernismo na arquitetura ou dos movimentos artísticos dos anos 80 e 90, chegamos em um momento onde alguns artistas, arquitetos, designers e o próprio design em si passa a entender que as estruturas puras impostas pelo movimento de limpeza das referências atreladas à obra de arte ou à obra arquitetônica são espaços para a expressão do design e do desígnio digital, onde as superficies fluidas da tecnologia transformam-se de acordo com o ilusionismo imposto pela maleabilidade das projeções. As telas expandem-se através da projeção e entendemos que o esvaziamento minimalista do movimento ponta-de-lança do modernismo é, em verdade, uma preparação de espaço para que a matéria-etérea-digital possa fluir sobre estes rios de espaço no fluxo que, aí sim, redefinirá a dinâmica da arte perante o mundo e do mundo perante a arte.


September 12, 2009 | Permalink | Comments (0)

Hardware / Softcoração (v. 0.5)

(1)
Em tempos próximos, Hardware e Software se confundirão, sem mais retorno. A película imaginária entre o software e o usuário se torna mais sutil, mais tênue, mais fina; máquina e programação fazem parte do mesmo corpo em movimento; avançamos para o hard-software ou ainda soft-hardware; gerando a matéria mutante; o sólido cinético.


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(2)
O hardware será cada vez mais maleável, paredes se entortarão. Tudo para acompanhar a inteligência e tornar os programas que nos programam mais simples e mais intuitivos; teremos mais poder; atingiremos mais a magia; esse é o grande movimento; simplicidade e potência.

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Depois das telas, veremos surfaces maleáveis que mudarão suas texturas, relevos e outras propriedades como calor e sensações visuais ou sonoras nos 'comunicarão' aos sentidos informações relevantes e funcionalidades latentes; a nova linguagem da mímese das máquinas instaurará uma nova ordem de comunicação global;

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cloud by Troika


(4)
Veremos os mais diferentes tipos de superfícies também se tornando telas sensoriais com a capacidade de interagir não apenas com o toque das mãos, mas com o movimento das mãos, do corpo, da energia calorífica e das movimentações emocionais dos corpos sutís; máquinas que reconhecem o ambiente, a fisionomia das pessoas que interagem com ela; e as tendências emocionais de seus operadores.

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(5)
Algo entre o software e hardware nasce agora; e evolui amanã-hoje; um objeto mais vivo, menos apático, se aproximando, cada vez mais, de um ser-objeto biológico que assistirá o homem. Demente, mas razoável. Coletivamente, a sua ameaça não é a inteligência de uma nova raça que nasce - os robôs; mas é a mesma e velha raça humana e alguns homens que tem seu poder de penetração amplificado de forma brutal; o perigo ainda é e será o homem; esqueçam os robôs; lembrem-se dos engenheiros que dançam brake!

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(6)
Talvez essa biologia seja pulada (e muito provavelmente será) pelo imperativo da visão em relação aos outros sentidos. Imagem e som, mais do que tactilidade; juntas farão com que os softwares 'pulem' para fora da materialidade do corpo do hardware, jogando-se no espaço, na projeção; conheceremos o conteúdo mental; a imagem holográfica; a interação com essa imagem; a nova propagação de som; as novas linguagens que provém da Luz.


(7)
Junto chegamos então na era da vibração - vibratons - aparelhos de vibração começarão a produzir experiências sensoriais; ao mesmo tempo partes das psicologias cognitivas entrarão em contato e relação profunda com as novas ciências vibracionais e produzirão formas e experimentos de passagens de conhecimento por vibrações sonoras, luminosas e, mesmo, táteis. Mas a Luz prevalecerá, por sua ordem de vibração próxima aos estágios de vibração da Perfeição.

(8)

primeiridade: visualidade

secundidade: tactilidade

terceiridade: sonoridade / música / vibração
(fusão entre primeiridade e secundidade)

(9)
A música das esferas, a divisão do mundo e dos mundos por camadas de vibração; tudo isso será descoberto pela convergência das ciências humanas e exatas em um cadenciamento de acertos e convergências mútltiplas entre grupos de cientistas e não-cientistas de todo o mundo. O separamento da experiência para a compreensão da unidade de todas as camadas de possibilidades. Computadores farão os serviços de intersecção. Homens funcionarão como sinapses entre os conglomerados de processadores.

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(10)
Passaremos para uma era onde a neurosciência descobrirá a constituição de frequencia vibracional do cérebro; o conhecimento humano poderá ser tatuado na mente; muitas pessoas poderão morrer ou enlouquecer por não saberem lidar com a absorção deste tipo de conhecimento; as filosofias orientais nos indicarão o caminho da Unidade com o Espírito dos Seres Formacionais que "desenham" a Terra.

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(11)
A mídia cumprirá seu papel de setar a vibração planetária em uma mesma federação instituida. O circuito da Terra será descoberto. Nesse ponto, alguns já estarão aptos a perceberem seus corpos como naves vazias projetadas no Infinito Amor Incondicional. Liberdade, sem começo nem fim. Muitas pessoas atingirão essa escala vibracional do Amor Incondicional que emana do Centro da Fonte da Vida e poderão receber implantes vibracionais de conhecimento para preparar-lhes para dimensões ainda mais pelnas.

Com o conhecimento em crescimento na mente de toda a Terra, muitas pessoas estarão vibrando (tanto pelo conhecimento tatuado em seus cérebros) quanto pela escala vibracional central pela qual foram setadas (Amor Incondicional) e gozarão de uma relação profunda e comunitária Global, onde entenderão que fazem parte do mesmo Corpo-Vibração mental e ajudarão a expandir as perfeições desta área galáctica, espiralando em direção ao Êxtase Divino centrado no chakra coronário de Christo Evolutor.

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(12)
Essa Vibração reinará por tempos; e o Futuro aí sim... será... mais do que incerto: Inconcebível.

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(*)
mognon


July 03, 2009 | Permalink | Comments (0)

Hardware / Softcoração (apêndice 1).


Esse é o princípio do verdadeiro ciborguismo. Quando o próprio corpo do ser-humano passa a tornar-se o controle para as interações virtuais. Não existe mais interface/hardware. Estamos tocando no software.

Isso inverte a lógica sobre o princípio do ciborguismo. Enquanto todas as nossas brincadeiras culturais sobre o futuro apontavam para o hardware (a tecnologia) invadindo o corpo humano, o presente nos mostra que vemos o aparato humano (a biotecnologia) invadindo o hardware. Adentramos o espaço virtual com as credenciais orgânicas de nossos corpos.

O chip é o corpo do homem que adentra a armadura tecnológica. A tecnologia se molda por nosso corpo, nossa zona interna não é invadida, o ciborguismo não está no sangue, está na aura. O ciborguismo segue o mesmo preceito da mídia e não o controle das câmeras: tem a capacidade de aumentar a aura dos eventos e não de aprisionar o homem em uma sala de espelhos. A mente e a natureza humana pode ser espiã, mas a expansão das relações e do conhecimento coletivo prevalecem. Aumentamos a nossa aura para encontrarmos ainda mais relações, afinidades, vibrações entre corpos e corpos. As novas dimensões do corpo estão sendo investigadas, e o molde da tecnologia começa a adaptar-se às rugas de nossa juventude.


July 03, 2009 in Games | Permalink | Comments (0)

Consumo do Vazio.


May 13, 2009 | Permalink | Comments (0)

Cosmopolitan Tribalism, the movie.


May 13, 2009 | Permalink | Comments (0)

Acho.

A minha felicidade tenta se achar no meu dom natural à divergência. Na multiplicidade da vida, nas diferentes experiências, no "lá" habita a minha busca. Me inspira as muitas vidas que não vivo; e com tonalidade especial as que me parecem óbvio que jamais viverei. Me inspira a imaginação, o sonhar acordado, o berço das possibilidades e disso vem minha verve de vida. Sou vivo e vivo pela divergência. Diluo. Colírio.

Mas ao que me parece assim em análise, pelo menos o que me dizem as memórias inventadas, é que foram e é nos rápidos lampejos da convergência que se apresenta a mim o mais puro frescor da felicidade. É quando me esqueço do outro e do mundo. É quando me agarro no presente e respiro o seu sentido. É aí! Onde não vivem as miríades de mundos, onde desvanecem os devaneios, onde lágrimam as imagens, onde sem sentido se fazem as comparações, onde nada se projeta. Onde não há projetos, mas construções. Onde a vida se introjeta, e só. É aí que gosto, que acho.

É lá, onde divergir é apenas pano de fundo dos fundos, como as constelações o são em um passeio diurno. É lá, na brisa que refresca a visão, na pureza do azul cristal do dia sem fim da consciência. É lá que sou todo homem e todo feliz. Mas como me passam rápidos estes momentos. São, enfim, lá, sem dentro.

O que era aqui, volta a ser lá. Pronto, volto a projetar. Logo em mim volta a divergência dos muitos mundos. Sou feliz e pleno no não-pensar, mas eu mesmo me volto ao pensamento. Parece-me unicamente possível mergulhar-me no conforto jocoso do "quase-sei" do que no medo de não saber viver a trivial vida humana com a carga cristalina do "agora eu sei". Mais ou menos por isso, deixo quase sempre passar a brisa da consciência. Acho, afinal, que isto é o humano.


May 13, 2009 | Permalink | Comments (0)

O alvorecer do império do sol.

Empira of the Sun

É evidente a importância dos estados alterados de consciência na definição da expressão 'pop' do mundo hoje. É evidente o resgate das culturas nativas e a ascenção das culturas pré-colombianas impulsionadas pela proximidade do Grande Evento maia que se aproxima com a chegada de 2012. É evidente que nesta celebração do 'fim de um mundo' que nunca foi nosso, o hedonismo febril dos cristais de neon, a beleza da década perdida, o olhar melâncólico de uma ilustração pós-sci-fi e a evocação de um Jim Morrison geek-andrógeno sejam de uma beldade quase íntegra e cheia de sentido para a geração do sem-sentido.

Estamos quase lá querida platéia; e quando parecia ser o menos propício dos momentos, eis que se refaz o sentido dessa história toda. Nasce como língua. Apinhado no mesmo mistério da laringe, parece que neste ponto se consegue ajuntar de diferentes esferas e camadas da cultura o traço mais destilado das diferentes energias que rondaram a trâmite 'pop' da existência ocidental humana; Emergem das tramas relacionais dos grandes astros um espirro celestial de constelações evidentemente apoiadas sob uma geometria cósmica que agora parece nos desafogar da lama quintessencial de morno e morto rock que ainda reina sobre a esfera de nossa cultura carro-chefe.

Empire of the Sun reverbera o movimento inicial nascido das raízes de um Animal Collective seminal e estendido ao senso do mundo das gerações mais recentes pelos braços e olhos virtuosos de MGMT. O legado do Tribalismo Cosmopolita (Comopolitan Tribalism) resurge pela beleza grouxa desta dupla australiana pré-produzida. É reafirmado aqui, mais uma vez, o mini-ciclo do retorno dos nativos; uma nascer da terra que perdurará com excelência expansiva até o momento em que o sol se alinhar com o povo no ano de 2013 - recolocando o tempo em seu devido espaço e o espaço na leveza da cronologia do nosso devido tempo; Eis da quarta dimensão. A Ho!

March 28, 2009 | Permalink | Comments (0)

Bem-Fluir.

Cada pequena parte da nossa vida é um pequeno movimento, um pequeno fluxo que derrama-se em direção determinada. Este fluxo que acontece ao natural pode ser reforçado ou redirecionado através da luz da consciência. Basta lançarmos nossa consciência sobre o movimento e podemos reorientá-lo. Deixá-lo mais forte, deixá-lo mais fraco. Tudo, por mais complexo que pareça ser, na verdade é simples e possui contentamento em fluir (joy to flow). 


Possuir liberdade, possuir a capacidade de desapego de todas as situações é a capacidade de fluir. É respeitar o fluxo e a flexibilidade de todas as coisas, a natureza primeira da existência formal: a transmutação. A rigidez e o rigor são características que existem no mundo, mas estas são coisas que intelectuais-dançarinos não devem buscar. Ao menos não devemos reforçar o seu movimento sólido. A tendência do intelectual-dançarino é sempre aderir às coisas com que se relaciona. Isso faz com que se torne perigosa a rigidez para um intelectual-dançarino. Ele poderá perder sua dança e sua cabeça o pressionará como um martelo. Caindo por sobre o corpo. Desintegrando o sexo e a liberação. É nossa prioridade nos tornarmos a flexibilidade em si, o próprio fluxo. Esse é o movimento geral da vida de um intelectual dançarino.

March 10, 2009 | Permalink | Comments (0)

Sobre o tempo e os relógios.

Um dos movimentos culturais mais autênticos e recentes do universo etno-espiritualista afirma: "tempo é arte"; e eu, na borda de uma cultura vertiginosa hei de concordar em absoluto com este belíssimo aforismo de nosso tempo. Lá se vai o tempo onde tempo era dinheiro. Saudemos, ainda a tempo, o tempo que se faz arte e a arte que, daí sim, talvez, se faça dinheiro. Mas esqueçamos por agora o tempo da arte e voltemo-nos à arte do tempo.


Digi5 

Dos pensadores mais relevantes que surgiram nas últimas décadas da humanidade, Eckhart Tolle, se apresenta como um dos mais potentes no que diz respeito à sua capacidade de mudar a nossa relação com o tempo. Com dois bestsellers publicados, sendo um deles um dos mais bombásticos discursos espiritualistas da nossa década perdida ("O poder do Agora"), Eckhart está impulsionando a mudança de consciência da humanidade através de um discurso cristalino como a vento e essencial como o fluxo d'água. Eckhart afirma que a iluminação (ou percepção total da Realidade) pode ser adquirida aqui e agora. Neste exato momento. E para isso você precisa apenas de uma coisa: o derradeiro presente.

Eckhart prega o Presente como a verdade máxima da vida e a criação da noção de tempo como uma estrutura mental delimitada por nossas ansiedades culturais e individuais. O que forma esse senso de tempo é a nossa mente cultural que promove a necessidade do movimento; enquanto isso na dimensão profunda o que há de fato é apenas um único momento constante e imutável: o momento da Consciência; o momento no qual estamos a todos os momentos. O momento Presente.

Be here front

Este pensamento, obviamente, não é de forma alguma novo. Nem mesmo o "Presente Pop" pode ser chamado de um conceito autêntico em Eckhart, dado o simples fato de que nomes com apelos muito mais populares como o de Ram Dass, escritor de Be Here Now e bálsamo de um ou dois beatles, se fizeram muito mais apetitosos aos olhos da mídia e do povo de outros tempos. Mas realmente Eckhart Tolle possui algo de sui generis que o faz ser um mestre da envergadura de nosso tempo.

Eckhart

Ocidental... para ser mais exato, alemão, ele se iluminou depois de uma espécie de surto psicótico e resumiu todo o seu conhecimento à conexão com o Presente. Mas para mim o fato mais curioso e interessante é que Eckhart, o homem integralizado ao momento presente, não apenas usa um relógio de pulso comum, como também incentiva o uso de relógios de pulso.

Excelente! Para mim, a coerência de todo o seu discurso e modo de vida ganham muito mais respeitabilidade e veracidade por causa deste simples detalhe aparentemente contraditório. Porque uma pessoa completamenta conectada ao presente usaria um relógio de pulso? "Para não se atrasar aos seus compromissos" responderia Nietzsche, caso Deus não estivesse morto.

Caberia à minha tarefa como elucidador concluir com precisão e detalhamento a minha perspectiva sobre a autenticidade de Eckhart Tolle e o seu legado dos relógios de pulso. Mas postular que este é o detalhe semiótico que o faz brilhar como o mestre de nosso tempo não seria suficiente para vislumbrardes a inteligência de um espírito transcendente como o de Eckhart; nem mesmo para conectardes ao Presente Precioso ao qual o mestre doutrina com a fluidez de uma gaivota mediterrânea. Nada mais posso fazer além de colocar esse fato à luz daqueles poucos interessados em ler neste recanto de análises de movimentos do mundo e deixar-lhes procurar, se este for o caso, as profundidades com que Eckhart esmiuça o nosso querido "sempre cotidiano".

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Agora posso sim falar-lhes por mim de um ou dois atributos transcendetais que, como usuário de relógios de pulso, posso dizer que este artefato fetichista adiciona às vidas metropolitanas que o selecionam como modo de operar no mundo.

É bem verdade que o Presente Precioso de Eckhart e o tempo do relógio de Santos Dummont muito possuem de contraditório. Enquanto o Tempo Presente nos convida para a profundidade vertical das dimensões de nossa própria auto-consciência, o relógio de pulso de Dummont nos chama para a realidade horizontal da consciência coletiva humana, onde agendas, compromissos e tarefas se armam em uma teia que engloba o dia e a noite. Um Tempo chama-nos ao silêncio do fluxo o outro às vozes dos compromissos. Um não nos convida, nos suga o outro nos empurra, nos lança.

Mas é àqueles homens que conseguem fatiar o dia com precisão e não atrasar um compromisso que Eckhart pronuncia suas palavras. É àqueles que já possuem os mecanismos de um relógio de pulso entre sua engrenagem cinzenta que Eckhart fala. Ele convida a estes homens da hora a cairem no breu entre os segundos e perceber que o ciclo redondo do dia é um efeito qualquer, como o efeito de nossas próprias vidas. Que nos ciclos incessantes da precisão humana, há a organicidade da organização total, há o não inventado, o bruto harmônico do pulsar. Nossos relógios remontam o organismo cósmico. Nosso funcionar em máquina nos faz fluir pelas telas das verdades inventadas. Não que sejam más verdades. São as hastes de nossa teia, onde nossa natureza avança como o passar de um inseto mecânico. É quando intorjetamos esse mecanismo da precisão que controla o bem mais escaço de nosso tempo (o próprio tempo) é que nos afastamos dessa teia para percebermos que o fractal dos ponteiros nos apontam a todas as direções. Que nosso tempo deve ser cumprido para que o comprimento do Todo seja entendido. 

João Mognon nos fala: "Coordenar o tempo do relógio é dançar na fina navalha da vida metropolitana, equilibrar-se na situação de periculosidade constante de um equilibrista de agendas rodopiantes. Introjetar relógios é conviver com a passagem do todo o tempo todo, sem nunca deixar de saber que do todo, nada passa."

February 07, 2009 | Permalink | Comments (1)

Flvxus Mundi.

Obama01

"Tudo aquilo que atinge seu ponto culminante, 

inverte o seu movimento."  -  I-Ching

February 03, 2009 | Permalink | Comments (0)

CosmoTribalists on Vocals.

Com a acensão do movimento CosmoTribalista (Cosmopolitan Tribalism) conseguimos enxergar com clareza algumas de suas repercussões vindouras. De seus desdobramentos mais relevantes vemos o renascimento e a resignificação do canto vocal, o renascimento do bardo (poeta-cantor) e a revificação da fala. A importância da palavra falada ascende como objeto de manipulação do mundo retomando seu espaço na dimensão política, principalmente impulsionada pela franqueza da força da voz negra de Barack Obama - estrela suprema da conquista final do movimento negro - movimento este empostado na força do corpo, mas principalmente pela força da fala - expressa pela força da corda-vocal da raça e as conquistas do manejo da linguagem provocadas pela expansão devastadora do movimento hip-hop frente à cultura mundial.

O poder de enfeitiçamento da voz na retomada da escalada do Teatro e no retorno da Acapella Coletiva no universo musical dentro dos desdobramentos tribalistas do movimento Indie, nos apontam um futuro mais ameno, onde a tecnologia da biologia se sobrepõe à tecnologia mecânica, por sua capacidade de criar o entorno místico que pode nos colocar no transe coletivo tão almejado por essa nova geração. Voltamos à era da palavra e, na música, reaproximamo-nos do corpo, o que faz ressurgir o legado do físico humano como caixa acústica retomando o renascimento da música que involui em contração do legado ocidental da harmonia ao minimalismo profundo da música avançada e agora chegando no mantra essencial do corpo desprovido de máquina. Do 'beatboxer' individual dos anos 90, despertamos para uma orquestra ritmica coletiva.

O "BeatBox" coletivo nasce com pretensões transcendentais, nos chamando para a caminhada da descoberta do mistério de forma coletiva; em uma cultura de mãos dadas e não em uma cultura do pé-na estrada. Transcenderemos a individualização e individuação em nome do despertar concomitante ao lado daqueles que amamos? A resposta ainda parece estar longe.

January 23, 2009 | Permalink | Comments (0)

Ingenuino.

Parede_naive

January 01, 2009 | Permalink | Comments (1)

Lightning.

Agora você vai usar sua atenção para relaxar cada parte do corpo. Imagine uma fonte de luz relaxante, da sua cor preferida ou da que lhe parecer mais eficaz, posicionada no alto da sua cabeça. Da fonte emana lentamente uma luz que inicialmente desce pela sua cabeça. A luz passeia pela parte interior do seu corpo, não só pela superfície da pele, mas por dentro. Ela acaricia internamente o seu interior. Sinta essa luz como um scanner de prazer te buscando da cabeça aos pés. Uma radiografia inversa que o faz levitar de sutil prazer.

Ao longo deste exercício, pode acontecer de você dormir, não lute contra isso, faça de seu sonho a sua viagem.


December 03, 2008 | Permalink | Comments (0)

Eu mesmo.


Parece que todas as pessoas são chave de um propósito - e sei, ao menos acho que sei, que este propósito (que ainda não é definido) é onde mora o sentido maior que estamos buscando e que eu, como amante das formas invisíveis que desenham o desenrolar do nosso mundo, tenho como missão fazer nascer nesse campo noosférico, nesse espaço onde os pensamentos e os sentimentos do mundo nascem.

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Aprendi que a unidade de cada ser humano é fundamental. Que as unidades somadas formam diferentes times capazes das mais diferentes coisas por produzirem as mais diferentes vibrações de pendendo de sua organização. Você mais seu melhor amigo possuem poder o suficiente de criar uma vibração relevante. Eu mais seu melhor amigo produzimos uma vibração completamente diferente de mim mais você. Somos uma variedade e este é o Eu da humanidade - ser esta variedade. Conter essas informações genéticas todas e não sermos padronizados, embora haja beleza profunda nos padrões - pois quem comeu uma mação conhece o gosto de todas, mas aquele que devorou um homem, sabe que o seu sabor tráz o tom da Terra onde ele nasceu. Não existe, ao que parce, uma Ordem pré-definida, uma Ordem Sagrada. Existem as Leis Geradoras que são Sagradas mas parece que o homem é um experimento. Assim como eu sou um experimento; assim como você o é também. Algo que pode dar Certo ou Errado. Se é que existe certo ou errado. Só acredito pois, em certos e errados escrito com maiúsculas pois como dizia meu avô: o contrário de uma pequena verdade é também uma verdade. O contrário de uma Grande Verdade é a Ilusão.

Estar atento ao que está em torno. Estar acordado, consciente e forte. Mas, ao mesmo tempo, estar em Si. Estar no conhecimento do Eu. Este é o meu último aprendizado, ou melhor, a minha última busca de aprendizado, a mais recente: o conhecimento de Mim mesmo, do meu Eu, me aprofundar nisso, sem perder a conexão do outro. O espelho. Na verdade, parece que existe uma espécie de contradição nessa história. Pois, parece, que quanto mais me aprofundo e fico atento ao outro, mais estou em mim, me reconheço e realizo as minhas coisas. Isso talvez possa aparecer dessa forma pois estar atento aos outros é exercer poder sobre os outros e esse poder infla a nossa individualidade - atingimos o estado de poder, o estado de controle - quando focamos no elo forte da corrente e fortificamos ele, parece que ficamos mais poderosos, pois já não somos mais apenas nós mesmos, somos a corrente inteira, ou boa parte dela, ou bom pedaço dela. Enfim, transcendemos o Eu por nos fortificarmos nele. Eu Sou. Eu sou o que sou. Amor Fatti. Eu amo o que é. Eu amo o que Sou. Não sou Obama, mas ainda sou Show! e Drama.


November 08, 2008 | Permalink | Comments (0)

imagine.

Naive04

October 25, 2008 | Permalink | Comments (0)

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Reto_3

A grandiosidade do retilíneo: luz é reta, a vida é reta; embora haja tanta organicidade nessa vida. O tempo avança, o mundo anda, a evolução é linear, a história é linear - mesmo que junto seja cíclica. O predomínio do retilínio é o predomínio da perfeição de Deus que engloba no âmago de sua Conduta simples a condução das possibilidades infinitas das organicidades e dos crescimentos vários. Pois as abstrações mais abstratas englobam as organicidades mais loucas e improváveis; porém é no berço do retilínio e da harmonia que o Caos se desdobra como uma forma de apresentação. A pele da Verdade é nua e crua e os mestres a chamam de Maya, o véu das ilusões. As camadas hoje vão das veias das verduras que existem antes mesmo do homem às propagandas metafóricas em nossos celulares. Maya tem muitas dimensões crescentes, infindáveis e expansivas. Como poderemos sair de Maya e enxergar o esplendor da Unidade? É possível? - pergunta este homem pequeno ao Amor Cósmico de Mil Peles. O que é uma pétala?

September 08, 2008 | Permalink | Comments (0)

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Nave Vazia

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