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the ashtray of an artist.

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Sobre entorpecer-se de consciência e sair ileso.

Nesse mesmo ritmo e vibração eu vou seguindo com minha vida. Os tempos de um viciado ou qualquer coisa parecida, já se vão. A ânsia pelo cigarro, pelo tabaco, pelo treco, pelo teco, pelo alvo, pelo seleto. A ânsia de gerir sempre mais um gole. A ânsia de sentir lá dentro e depois lá fora. De sempre mais um transe. Tudo isso está se indo. Dando lugar a uma atenção à palavra. Dando vida a um prosaico prozac. Um solzinho que nasce numa conversa com um outro e que eleva-se pelo campo do simplesmente, da forma mais esparta. Desconhecermo-nos. Que valor se tem em cada vetor de individualidade! Cada um é sua própria verdade. Cada pessoa é um ponto que estica-se todo para conectar-se a várias realidades. Geralmente montada por outras pessoas, em outros lugares. Mas além de gente tem móveis, tem casas, tem cenários e plantas. Tem desejos, livros, crianças. Além de gente tem infâncias. Dando vida a uma feliz ideia de feliz idade. O flor é frágil e nasce. Para aqueles que ainda acreditam na ingenuidade. Ingenuidade com armadura de soldado em ditadura. Enrolado por papéis. Envoltos em sketches, seguimos para tentar chegar na buceta alheia. Alheia aos nossos versos, delícias em nossos lençóis, rolando como um doce que se escalda na cama de açucar. Como um pecado que se embrulha para a feira. Onde posso comprar mais? Tudo aquilo que o dinheiro indiretamente pode comprar. Desde o seu sorriso, até a confissão do que não era preciso. Eu tenho descoberto que ficar careta é bem melhor, pois se as drogas possuem o declínio de terem picos rápidos e terem seus efeitos a passar, o torpor da consciência, do simples respirar, não cessa com exatidão. Continua em direção, com a vida, a verdade e a viatura. É como se na caretisse das conversas do normal, fôssemos nos entorpecendo ao longo dos anos, pelos radicais não tão livres da sociedade, como se a velhice viesse como efeito dessa droga moral, desse método transversal. Um droga com o efeito duradouro de uma vida. Só espero, que não haja ressaca na saída.

 

April 17, 2011 | Permalink | Comments (0)

 

 

*

 

 

"eis a tão chegada hora da ciência parar de fazer respostas e começar a dar perguntas"

 

 

*

 

 

"eis o tão derradeiro momento da arte parar de dar perguntas e começar a fazer respostas"

 

 

*

 


February 21, 2011 | Permalink | Comments (0)

Poema ao Guru.

O solo onde a flor sem fim desabrocha recebe a minha semente. Agora, desabrocho junto. Orientado pela beleza com coração, o caminho aqui se abre. Abençoado pela luz do sol interno que desperta em manhã sem fim. Na respiração expando a atenção, ancorado no aqui e no agora. A realidade é em comunhão com o eterno. Eterno Presente. Sempre a se revelar.

Na respiração me ancoro.
No coração acordado, me ancoro.
Silencio a mente, abro a fontanela,
fixo o olhar no centro da vida, essa absoluta aquarela.


O Amor do Conhecimento sem fim, flui por mim.
- Mas ainda não O sou!

Esse fluxo me limpa, me ensina e me derrama em lágrimas de Verdade.
- Mas ainda não O sou!

A realidade esbranquece revelando os riachos de energia do Amor.
- Mas ainda não O sou!


- Qual o mistério ainda me falta aninhar?
- Qual o amor ainda me falta despertar?
- Qual a chave deve-se no agora virar?
Para que o êxtase da existência jamais possa cessar?

- Não Sei.


Pois este saber não pode ser sabido
Este saber pode ser sim saboreado
Pelas papilas do amor maduro
e é por isso que me uno ao guru
para que a doce deidade da existência
se derrame em total essência
sem filtro ou infiltração
em pura e plena absorção
derramada em toda a direção
sem meio termo, a solução
completa, total, final!
(mesmo que ainda não tenha fim)
ó meu guru, desperta em mim!

entrega o Amor à minha boca aberta
servido pela haste da verdade,
na hora certa

meu guru, és vivo!
meu Deus habita a carne,
para fazer o insabível ser saboreado
na etiqueta correta da Lei Universal
e eu, já ser alado,
sou agora impulsionado,
no começo ou no final
a proclamar suave com a letra do silêncio:


- eu agora já O sou! eu agora já O sou!


January 17, 2011 | Permalink | Comments (1)

O ioga da imaginação (ii) 10:10:10

Haverá o tempo onde um complexo teorema matemático confirmará:
todas as coisas tendem a Deus.



Nesta época ficará evidente que não importa o caminho da imaginação do mundo, não importa o caos imagético e imaginário pelo qual estaremos passando, todas as coisas tenderão ao mesmo destino. Mesmo que algumas se percam no caminho, esta é a natureza última da física das possibilidades. O campo gravitacional continuará aqui apenas para lembrar-nos que a Terra chama. A mais concreta de todas as metáforas: a Terra chama! As gerações continuarão minguando no solo do pó da morte. Mas isso é apenas uma metáfora. A mais concreta das metáforas. Uma metáfora que afirma que na lei da gravidade cósmica todos tendemos a nos unir no solo da Terra do Total. No solo do Corpo Divino que desenha o infinito.

-

O ioga e A imaginação.

Como todas as coisas e não-coisas tenderão a este solo, poderemos afirmar que tudo está em um processo de reconexão, em um processo de ioga; e que na fauna-flora mais diversa que existe - a das mentes dos entes - também nossos pensamentos tenderão a este Ser Total. Por isso a imaginação. Eis o que, por definição, se constitui o ioga da imaginação: uma prática onde não apenas o nosso corpo realiza posturas para melhorar nossa condicionamento fisíco, mas a nossa mente brinca com todos os seus sentidos e direções para nos apontar a direção do Ser Total, para que nosso músculo imaginativo esteja límpido para ser a antena da imaginação cósmica. Como criança enxergaremos a cor do ar que penetra nossas narinas; dançaremos em nosso cotidiano realizando os afazeres banais, como um Ente Máximo que realiza galáxias. Estaremos sempre na direção desta tendência maravilhosa de permanência e realização. Eis o ioga da imaginação.


Bodies in Urban Spaces, coreografia: Willi Dorner.

-
O imaginário e o ioga da imaginação.

O ioga da imaginação não preocupa-se com o entendimento cultural ou científico sobre o corpo, mas procura deixar aberta a avenida cognitiva através do imaginário de cada pessoa afim de que se estruture livremente um ideário pessoal em torno do seu próprio corpo.

Esse imaginário é pessoal apenas em um primeiro nível de projeção. As visões e ideias nascidas da imaginação pessoal conduzem à percepção sutil do corpo do individuo levando-o a elementos imagético sensoriais coletivamente compartilhados, assim como o próprio padrão geral de nossos corpos. Essa percepção comungada, com frequência, nos leva à percepção dos dois módulos fundamentais da realidade: a (i) luz e o (ii) som : eis : (i) a retidão: que penetra o vazio e define a direção; (ii) a vibração: que define os dois módulos fundadores da fisicalidade - do pensar o ato ao tato do fato.


October 23, 2010 | Permalink | Comments (1)

28 de setembro de 2009.


Em comemoração aos exatos um ano de nossa viagem para Paris e Bienal de Veneza, Marcelo me mandou esta foto metalinguística cujo objeto é uma foto tirada na ocasião parisiense. Saudades daquele momento. Que, aos poucos, possamos tornar toda a vida uma grande e sequente viagem ao léu do mundo, sempre em grande estilo, sem contar dinheiro e com cantar poemas.


September 28, 2010 | Permalink | Comments (0)

i (002)


Sugiro que este video seja contemplado em tela-cheia.


September 19, 2010 | Permalink | Comments (0)

NaviZendomi.

É importante que um poeta contemporâneo seja sabido. De alguma forma conectado com a Naviconcreta, Gilson Chveid Oen é hoje um dos maiores poetas vivos do Brasil. Pseudo-cientista, engenheiro dimensional e numerólogo, Oen trata das palavras com uma precisão matemático-imaginativa como poucos precendentes históricos. Sua hiper-dimensionalidade livremente se espalha e se espelha num vôo fractal lindíssimo pelo inventivo e imaginativo suspenso de sua naviego. Oen é obtuso e adestrado canisílabo fluorescente que lampeja genismundos reconcavados de tão profundos. Sua misticália versátil e versada em cânhamunh misterioso, saboreia com sensitiva sílaba a livremente simpatia da palavra lítrica. Salvih Gerimuhn! Seivah Shantalar. É novo no munh; do mundo circular.


http://gilsonchveidoen.blogspot.com/


September 16, 2010 | Permalink | Comments (0)

iEverything.

A versão original deste texto foi publicada na revista inglesa especializada em semiótica Semionaut em agosto de 2010. O texto publicado foi sensivelmente traduzido por Mariana Bandarra.

- - -

Você já se deu conta de quantos produtos surgiram nos últimos anos com um pequeno "i" minúsculo na frente de seus nomes? Bom, se você não sabe do que eu estou falando, pense nisso: iPod, iPhone, iPad, iGoogle, iMAX, iWorks, etc. Só para citar alguns dos mais conhecidos. Em uma pesquisa rápida no Google levantei mais de mil nomes de produtos sempre seguindo o padrão de um substantivo precedido do quase isolado "i" na altivez de sua minusculinidade: iWater, iGlasses, iTaxes, iCity, iPorn, iDog, iHouse...

Internet! Sim. Essa parece ser a palavra óbvia que justifica a fama do nosso pequeno "i". Parece ser a expressão que ele busca contrair, simplificar. Como se neste universo imaterial da internet, toda a criação humana necessitasse renascer, repensada, recogitada, mais leve, mais iMaterial. Renascer como um internetPhone, uma internetWater, um internetGlasses...


O “i” inicia e se esconde em sua simpática humildade desafiadora. Um vírus estrategista, com certeza. Quer que não o percebamos e por isso se coloca humilde na frente do que já conhecemos - e sorrateiramente mudando toda a genética do objeto. Ou você acha que um phone é a mesma coisa que um iphone? Essa é a nova vida dos objetos pós-internet. Uma nova vida batizada pelo “i”; esta insígnia que identifica aqueles objetos que foram convertidos ao culto do deus máximo dos objetos: a world wide web. Esse objeto desobjetificado. Essa máquina de informações que não desliga nunca.

Um renascimento no mundo das ideias que no ápice de nosso avanço material, mesmo ele, o mundo das ideias, conseguiu se tangibilizar frente aos nossos olhos. Os objetos estão renascendo sem a sua materialidade, dentro da vida da internet, da informação ou da inovação. São, agora, iObjects - ou seja, não-Objetos ou anti-objetos. Objetos com uma outra lei fisica operante. Sem peso, sem volume, sem tempo. Ou melhor, com outro tempo. Tudo isso identificado pelo nosso querido “i” - que nada mais é do que o centro de nossas vogais. A letra antropomórfica que sobe às nuvens da rede global. Mas o que ele quer nos dizer além da internet?

Como dizia Vilém Flusser, as letras precisam tornar-se números. E nesse início, neste princípio da provável vasta vida da internet, o homem ensaia coletivamente a sua primeira notação - que na simplicidade de uma letra se expande por todo o planeta. Será esse um ensaio infantil da revolução da linguagem? O balbuciar de um ser coletivo ensaiando palavras? Será esta poesia de uma letra só o princípio de uma nova matemática da linguagem? Tudo são devaneios.

Por ora, podemos ficar apenas com o óbvio - e o óbvio é que o “i” é uma letra que parece contrair a internet. Que o “i” é uma letra só. Tão só quanto o “eu” (I). Um eu que, humildemente se diminui; que se coloca na posição de indivíduo, que compreende sua individualidade, sua independência. Isola-se, mas soma-se ao objeto para ser. Como nós.

Talvez a letra “i” tenha sido, afinal, o maior presente que a era digital tenha nos dado, uma forma de reafirmar com sutil franqueza que, mesmo com a internet, estamos pequeninos; que por mais que tentemos espalhar a unidade do “i”, o que ele prega é ainda a individualização. Que mesmo com muitas soluções, somos indivíduos; e que, afinal, continuamos sozinhos.


August 24, 2010 | Permalink | Comments (0)

O pequeno reino dos Biogramas.





Os Glifos.

Glifos são seres que são como letras. Assemelham-se a claves e são encontrados, geralmente, sozinhos. Eles são letras mas são, também, palavras. Colocados ante uma situação, os Glifos ordenam o sentido. Gostam da gravidade, mas buscam a luz do alto. Nomeiam riachos, pedras, madeiras, tristezas, solenidades ou mudanças. São versáteis mas são os mais formalistas dos Biogramas.

Os Planctos.

Os Planctos já nascem melhor no mudo mesmo. Alguns podem afirmar que são as quase-materializações dos Glifos. Eles possuem volume, mesmo sendo impossível de saber onde começa ou termina um Plancto. Têm qualquer coisa de flor, de folha ou de fato. São quase-linguagens. São elegantes e sensuais e ainda possuem qualquer coisa de simplicidade.



As Mônadas.

As Mônadas são complexas, de fato. Mas por isso mesmo existem mais. Não em mais quantidade, mas mais mesmo. São coisas que possuem muitos dentros e muitos foras também. É um fora-dentro dançante uma Mônada. Às vezes parecem, inclusive, ter menos volume que um Plancto, mas não. Possuem tanto volume que estão no raio de sons que não podem ser ouvidos. Mas ainda não existe certeza se a Mônada é, de fato, um som. São elas, de qualquer modo, as mais influentes dos Biogramas. Realmente influenciam todo o tipo de movimento e são como cristalizações de múltiplos pensamentos que se apaixonaram.


May 11, 2010 | Permalink | Comments (1)

Roubo.


April 11, 2010 | Permalink | Comments (0)

Pacto.



AGORA. Faço esse pacto. Viver a partir do presente e na consciência que tenta se agarrar ao agora eu serei dedicado. Faço esse pacto. Pois acredito no poder da Consciência Superior que arredoma tudo e se expressa com sua aparência de verdade e condução no momento do agora. Faço esse pacto. Pois creio que no momento a momento deste tempo a consciência disponibilize os muitos aprendizados arrendados pelo passado e convertidos numa espécie de Sabedoria. Sapiência essa tão larga e relativa que enrola-se com o conhecer do futuro. Faço esse pacto. Tudo é mutação; e numa das perspectivas, o tempo enrola-se em ciclos, em círculos, trazendo o aspecto do eterno retorno; dessa lapidação cíclica que busca purificar algo em meio à multiplicação das teias, das relações e de tudo o mais.

MOVIMENTO. Na minha nave do presente eu sento e sinto o todo passando sem cessar. Para não estar em simples deriva (o que neste pacto também não é problema algum - mas gera ansiedade para uma mente ainda noviça nas alquimias do silêncio), para não andar a esmo pela perspectiva da mente, alimento o mental com o conhecimento do movimento. Visualizo as dez mil camadas do mudo se deslocando, girando, expandindo, seguindo, voltando e revoltando, explodindo, silenciando, apagando e acendendo. Vejo as mil camadas do meu país se enveredando, se descobrindo, se descortinando, se fechando, se esgueirando, se locomovendo, se aquaplanando. Vejo as cem camadas da minha vida se desdobrando, se emergindo, se afogando, se entendendo, se encontrando; e nisso, se enveredando entre as dez mil coisas, entre as dez mil camadas, entre os dez mil aspectos, entre os dez mil solilóquios que se reencontram. Na visão destes movimentos todos eu relaxo no centro da nave do presente pois vejo, sinto e sou vida. No conjunto deste tudo eu danço. Com minha mente eu danço e meu corpo erotiza-se no movimento. Eros da vida vem, me prazerifica e desmistifica a necessidade de certeza. No presente eu gozo. Só ou acompanhado. Sou o prazer da vida. A alegria das possibilidades.

ENERGIA. Nessa delicadeza de ser entre os segundos, eu sinto vibrar no fundo o compasso do tempo. No círculo que vem de dentro e expande a minha aura, eu abarco minhas famílias. Eu consolo o meu consolo. Eu solo; e sinto. Vibrar sutil, sei. Prevejo, antevejo, desejo e sou desejado. No magnetismo do silêncio, ecoo com todos os movimentos e sinto a direção, a intenção e assim me relaciono consciente com a energia. Ela me alimenta, de novo, me movimenta e se eu não perder a consciência fugidia, é só alegria. Mas este é o exercício. O equilíbrio é uma ideia a ser buscada. Um estado a ser pensado. Eu sou o que sou; agora.


March 11, 2010 | Permalink | Comments (3)

Amor-Consciente (ii).

Não há racional, não há coração.
É simples.
Ambos são uma só coisa, inseparável.
Para a mente serena,
ambos são uma só coisa, inseparável.

(ii)

"Matter and life are both abstractions that have been extracted from the holomovement, that is, the undivided whole, but neither can be separated from that whole. Similarly, matter and consciousness are both aspects of the same undivided whole. Even the process of abstraction, by which we create our illusions of separation from the whole, are themselves expressions of the holomovement. We ultimately come to the realization that all perceptions and knowledge - including scientific knowledge - are not objective reconstructions of reality; instead, they are creative activities comparable to artistic expressions. We cannot measure true reality; in fact, the very essence of reality is it's iMMEASURABILITY."

- Stanislav Grof, The Holotropic Mind


January 25, 2010 | Permalink | Comments (0)

Amor-Consciente (i).

Não há racional, não há coração.
É simples.
Ambos são uma só coisa, inseparável.
Para a mente serena,
ambos são uma só coisa, inseparável.

(i)

Na serenidade se dissolve a separação ilusória entre mente e coração. O que existe é apenas um mesmo fluxo, uma mesma direção e uma e só energia. Esta energia poderia ser entendida como o mais refinado dos raciocínios ou a mais evoluída das emoções. Pois ela é toda cheia de inteligência. Na verdade, ela habita este lugar onde a inteligência parece ficar tão perspicaz que ela passa a emocionar a si mesma. Passa a encher de emoção aquilo que parecia ser apenas frio e engenhoso. Passa a encher de vida aquilo que parecia ser apenas estrutura.

Não há mais diferença entre coração e mente. Não existe mais diferença entre amor e inteligência. É por isso que chamo este estado de 'amor-consciente'. Pois ao mesmo tempo que é o sentimento arrebatador e grandioso do amor, é também compreensão mútua. Conseguimos, além de sentir, entender. Enquanto sentimos, entendemos; e enquanto entendemos sentimos. Quanto mais entendemos, mais sentimos; e quanto mais sentimos, mais entendemos.

É uma energia unificada de alta frequencia e que pode apenas ser captada pela mais fina atenção do Ser. Estar de corpo e espírito no presente-momento parece ser a única forma de entrada neste campo unificado que parece estar alinhado com com busca humana. Esse campo unificado parece ser a própria natureza do Ser.

Esse sentimento ou sensação de unificação é muito próximo ao que os hindus definem como a 'natureza da realidade': Sat-Chit-Ananda. Que traduzido assim de forma livre é uma palavra única composta pelas palavras Existência (Sat), Consciência (Chit) e Bem-aventurança (Ananda). Tudo está intrincadamente co-existindo e nessa existência intrincada, a magnitude da felicidade expansiva do 'Amor-Consciente' parece ser o coeficiente comum a tudo o que existe.


January 22, 2010 | Permalink | Comments (1)

Na Jornada do Rarefeito.


A mente é como um espelho d'água.
Quando a mente está parada
ela recebe a geometria da consciência,
ela reflete a geometria da consciência.
Aí está um princípio de perfeição.
Por isso o silêncio fala.
Por isso o deixar-se ir conduz.
A geometria da perfeição existe já.
No âmago do Ser; sempre existiu.
O Ser precede ao nada.
O Ser confunde(-se) ao nada.
e, em sua plenitude, desdobra-se
na ventura da vida
onde encontramos a escassez grosseira
essa que nos sustenta
e dela precisamos
e na vida, depois, encontramos a escassez sutil
essa que alimenta a alma
e para saciá-la nos direcionamos
esse é o princípio de perfeição
esse é o princípio da Grande Jornada do Ser
devemos nos preparar
para que a base esteja sólida
e daí entrar na jornada do rarefeito
daquilo que existe ainda mais do que o perfeito


January 16, 2010 | Permalink | Comments (0)

iSPELHO, 2009.



i AM WHAT i AM
i AM WHAT
i AM
i


January 16, 2010 | Permalink | Comments (0)

iBUDA, 2009.


Foto tirada em Suryapan, novembro de 2009.


December 21, 2009 | Permalink | Comments (0)

Verso.


"'A valorização do silêncio' e a resposta de @joaomognon."
- Desi.


December 20, 2009 | Permalink | Comments (0)

Face.

No breu depois de ter falado por uma hora para todas as pessoas da LiveAD em um workshop, recebi de alguém uma lata de spray. Nunca tinha feito um grafite; só uma vez tinha jogado a bruma de tinta sobre uma tela, passando por um stencil da face do Álvaro de Azevedo cortado pelo meu querido Marcelo Noah em uma lâmina de radiografia.

Aqui fui conduzindo os riscos por camadas. Antes foi a tentativa do vermelho que acabou se tornando segunda camada. Depois tomei o preto para ver se salvava o trabalho. Conduzi uma face das que desenho com caneta e pincel. O domínio do jato do spray é difícil, mas o resultado foi esse: uma alma tosca que exorcisa os demônios desta parede de cimento adornada de infiltração.

Eis o meu primeiro grafite.


A foto é de Yvan Rodic (fotógrafo do 'Face Hunter') e está na sua sessão 'diário visual' junto com outras fotos de sua rápida passagem por São Paulo.


December 20, 2009 | Permalink | Comments (0)

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